PDF/EPUB Ilha de Metarica PDF ☆ Ilha de PDF or í multi channel.co

As memórias francas por vezes imensamente divertidas por vezes brutalmente chocantes do percurso militar de um capitão miliciano do Exército Português enviado para a Guerra Colonial na Guiné e em Moçambiue onde se cruzou com Spínola Kaúlza de Arriaga e outros homens e mulheres ue o marcaram para o resto da sua vida Tive tempo muito tempo mesmo enuanto estive em África principalmente na Ilha de Metarica durante as horas mortas no auartelamento ou nas operações de dias e dias pela mata para pensar na minha vida e nos meus problemas e cheguei à conclusão ue era necessário relativizá los por muito grandes ue eles me parecessem perante a gravidade de certas situações com ue me deparei na guerra Não uis definir metas para a minha vida para uando regressasse a Portugal mas tinha a certeza de ue voltaria um “homem” novo e em variados aspetos – humano social político e principalmente sexual foi ali em África ue cheguei finalmente à conclusão de ue apesar da minha orientação sexual não ser a mais comum eu era um homem normal


13 thoughts on “Ilha de Metarica

  1. says:

    Livro autobiográfico de um lisboeta ue é enviado à guerra do ultramar mais precisamente a Moçambiue É bastante interessante e mesmo sendo sobre a guerra é bastante leve e fácil de ler Tenho pena de não ser uma obra mais literária e uma pouca mais extensa pois há determinados momentos ue podiam estar mais detalhadosClaramente recomendável


  2. says:

    Em boa hora o João Roue reuniu as suas memórias do tempo militar neste peueno livro editado pela Index ebooks editora do João Máximo e do Luís Chainho ue li num abrir e fechar de olhos e ue eu gostei muito pois aguardava com muito interesse o seu lançamentoDono de um discurso muito intimista comovente em algumas situações divertido noutras pautado por reflexões sobre a guerra colonial entre exilar se no estrangeiro e ficar longe da família e cumprir o serviço militar em África o João preferiu a segunda e muito difícil escolha Anos marcantes da vida de um jovem adulto 'uase uatro anos da minha vida gastos inutilmente; anos importantes dos 25 aos 29 anos em ue teria feito coisas boas e em ue com certeza teria definido o meu futuro' 'Saí da tropa com uatro anos perdidos é certo mas munido de algo ue não tinha a capacidade ue desconhecia antes em mim próprio de resolver uestões graves e delicadas' 'ganhei uma autoestima e um respeito por mim próprio ue ainda hoje se mantêm e ue muito me tem ajudado ao longo da vida'


  3. says:

    Um livro extraordinário muito maior do ue a brevidade das suas páginas ue é simultaneamente uma memória muito pessoal do ue foi como para milhares de jovens fazer o serviço militar no tempo da guerra colonial com passagem por dois dos seus teatros de operações Guiné e Norte de Moçambiue; e uma riuíssima lição da História de Portugal e de como ela passou por um auartelamento no norte do Niassa junto ao rio LugendaBem escrito e bem editado a Index EBooks et pour cause está a ficar exímia na edição de livros em formato electrónico tirando partido de todas as funcionalidades do suporte o livro tem o mérito de nos divertir e comover enuanto nos devolve um testemunho da guerra por uem a viveu o Autor foi capitão miliciano do exército português e chefiou a última companhia ue guardou em nome de um império distante e moribundo um auartelamento frágil e precário tão perdido no meio do mato ue lhe chamavam ilha


  4. says:

    Li este livro no âmbito de uma pesuisa sofre a guerra das ex colónias portuguesas ue tive ue fazer para um romance ue estou a escrever Li o rapidamente e com interesse Apesar de ser uma descrição está muito claro e mostra bem o ue eram as diversas facções da guerra Parabéns ao autor nem ele sabe como me ajudou por este testemunho pessoal no ual se atreve até a falar de assuntos tabu como a homossexualidade Muito Bom Um livro peueno mas muito rico de conteúdos O autor expôs a hipocrisia de uma guerra perdida desde o início e das vivências dos militares ue foram obrigados a combate lá


  5. says:

    Naturalmente ue não vou fazer ualuer critica a um livro da minha autoria Apenas uero aproveitar este espaço para algumas considerações ue acho pertinentes à forma como o meu livro foi divulgado em certos media usando para isso a postagem hoje inserta no meu blog WhynotnowDepois de uma normal reacção de satisfação pela publicação de um livro da minha autoria e da ual aui dei testemunho eis ue me atinge uma certa desilusão e tristeza pela forma como o mesmo livro tem sido publicamente apresentadoDevo agradecer primeiramente todas as manifestações de agrado ue recebi uer em forma de crítica no Goodreads uer nalguns blogs; permito me aui distinguir o texto do Miguel no InnersmileAinda ontem o Ribatejano publicou no seu blog a foto ue aui deixo no início da postagemEntão o ue me desapontou e entristeceu?Apareceram publicamente duas notícias sobre o lançamento do livroA primeira ontem no site do “Dezanove” site gay como a maioria das pessoas deve saber e ue apresentava o título da seguinte forma“O livro do capitão homossexual do exército português no Ultramar”E tudo isto poruê?Porue entre muitas crónicas de ue falo no livro há uma e ue eu assumo como importante não o nego sobre a homossexualidade durante a guerra colonialE há também na conclusão uma alusão à importância ue os meus tempos em África tiveram na minha vida futura no campo da vida sexualSerá ue isto transforma o meu livro num livro gay?Penso ue não e por isso ao ver o abusivo título pus no site o seguinte comentário “Olá Gosto de ver aui uma notícia sobre o meu livro é um facto e fico agradecido Mas parece me um pouco deslocado o vosso título Eu não sou o capitão homossexual do exército português no Ultramar mas apenas um capitão miliciano ue fez a guerra colonial e falou dela abertamente sem medo mas em ue a abordagem homossexual é apenas um capítulo e parece me abusivo tomar o todo pela parte Não tenho ualuer problema em assumir a minha orientação sexual mas sempre defendi em toda a minha vida ue esse facto não me impede de ser uma pessoa normal E assim ao ser apontado como o capitão homossexual não me identifico como tal pois não foi nessa ualidade ue lá estive É pena ue se tenda sempre a fazer um gueto destas uestões; sempre lutei contra esses guetos”Claro ue o comentário foi publicado e foi mudado o título para “ O livro do capitão do exército português no Ultramar”Hoje foi a vez de o livro aparecer na secção gay da revista “TIME OUT” – Lisboa mais uma vez com um título enganador“HOMOSSEXUAIS NA GUERRA”E assim o meu livro deixou de ser um livro de crónicas para ser encarado como um livro ue faz a reportagem da vida gay na guerra colonial e nada maisAté parece ue eu andava por lá a promover a homossexualidade salvo o devido exagero claroSempre primei a minha vida desde ue me aceitei como homossexual e o fui assumindo normalmente às pessoas importantes da minha vida – família e amigos na base de ue ser homossexual nada muda na maneira de ser das pessoas – elas são gente normal com defeitos e virtudes vivem trabalham pagam os seus impostos têm bons e maus momentos como toda a genteE tenho o conseguido com o exemplo da minha vidaE é agora com o aparecimento de um livro ue me deu gosto escrever e ue escrevi como sempre faço com sinceridade e de “coração nas mãos” ue sou apontado publicamente como gay sem haver seuer uma referência às outras partes do livro ue são a uase totalidade do livroTenho ue concluir ue na generalidade os gays constituem um grupo de pessoas ue parece terem prazer em se autonomizar como tal formando um gueto uando eu luto exactamente pelo contrário